Materiais e Acabamentos

MDF e MDP
Semelhantes, mas com particularidades
Utilizados pelos setores moveleiro e de construção civil, painéis de MDF e MDP contam com diferentes atributos em relação a preço, durabilidade e acabamento




Foto Roberto Majola
MDF e MDP podem ser combinados em projetos de móveis: a marca Favorita Planejados utilizou painéis de 18 mm em MDF na caixa do armário dessa cozinha, e de MDP de 25 mm nas prateleiras.

Já neste dormitório, as prateleiras de 25 mm são em MDP, enquanto as portas de 18 mm foram fabricadas em MDF.
Objetos fabricados com painéis de MDF e MDP estão cada vez mais populares. Eles entraram no mercado mobiliário para substituir os aglomerados de baixa qualidade e as madeiras maciças. Considerados painéis de média densidade, são produzidos por meio de processos semelhantes.
Porém, MDF e MDP têm suas particularidades. Enquanto o MDF é constituído de fibras aglutinadas de madeira, o MDP é feito com partículas pequenas de madeira nas extremidades e delgadas no meio da chapa. Dessa forma, o MDP utiliza menos matéria-prima para a produção, o que o torna um produto com melhor custo-benefício. Mas não é só. Há diferenças significativas na qualidade, durabilidade, aplicação e recomendações de uso entre os materiais. A seguir, as principais diferenças e sugestões de uso para MDF e MDP.
MDF
A sigla significa Medium Density Fiberboard (chapa de fibra de madeira de média densidade). Esse material é o que mais se assemelha à madeira no que diz respeito às possibilidades de manuseio. Os painéis são superfícies grandes perfeitamente homogêneas e sem orientação de fibras. Essa característica possibilita que cortes sejam realizados em qualquer sentido. A sua superfície também é lisa e homogênea ao toque. "Embora muito utilizado no setor moveleiro, o material tem larga utilização na construção civil (pisos, divisórias, portas e revestimentos), indústria automobilística, embalagens e brinquedos. A maior vantagem é que tanto os painéis de MDF como os de MDP são produtos certificados com ISO 9000 (qualidade), 14000 (legislações ambientais) e FSC (correto manejo das florestas)", enumera Laerte Rossi, analista de Assistência Técnica de Painéis da Duratex.

Comparado ao MDP, é mais fácil de manusear, pois tem propriedades mecânicas superiores. Assim, resiste melhor à abrasão e à umidade. As camadas superficiais têm alta densidade, o que assegura um acabamento mais uniforme nos processos de impressão, pintura, usinagem e revestimentos. Essa versatilidade faz com que o MDF seja sempre o predileto nos projetos arquitetônicos e de design.
O MDF pode receber impressão a laser imitando diferentes tipos de madeira. Os motivos mais procurados são imbuia, branco, mel e tabaco. Os móveis feitos com esse material podem ter ainda acabamentos feitos com painéis de tauari (madeira nativa direcionada para o setor moveleiro), laca, fórmica e vítreo (acabamento em verniz acrílico transparente, no qual o padrão ou cor é realçado por um efeito único de profundidade e transparência).

Painéis em MDF e MDP: diferença entre as chapas constituídas por fibras e partículas é visível a olho nu.




Painéis em MDF Duratex: na aplicação em móveis e em objetos da construção civil, o painel pode receber acabamentos que imitam variados tipos de madeira.


A diferença entre MDP e MDF está nos deta lhes. Quem pensa em economizar, deve opta r pelo MDP. Já quem preza beleza e durabilidade, encontra no MDF a melhor solução
MDP
É a abreviação para Medium Density Particleboard (painel de partículas de madeira de média densidade). É o material mais utilizado no mundo todo pelo setor moveleiro. Isso porque sua produção utiliza menos matéria-prima, o que resulta, de certa forma, em custo-benefício melhor, se comparado ao MDF.
Sua utilização é limitada à criação de móveis e portas com linhas retas, formas orgânicas e que não exijam usinagem em baixo-relevo, entalhes e cantos arredondados. Suas principais aplicações são para portas retas, laterais de móveis, prateleiras, divisórias, tampos retos, tampos pós-formados, bases superiores e inferiores, além de frentes e laterais de gavetas.
"Além disso, ele resiste melhor ao arrancamento de parafusos e empena com menos facilidade", garante Kleber Bulgarelli, proprietário da Bulgarelli Planejados.
O MDP é encontrado com revestimento melamínico em BP (Baixa Pressão), FF (Finish Foil) ou sem revestimento para aplicação de lâminas de madeira, laminados de alta pressão para pintura e impressão.
Durabilidade
A vida útil de ambos é semelhante à da madeira natural. É preciso apenas protegê-los da umidade, pois a resistência à água é limitada. "A limpeza dos painéis de madeira deve ser efetuada com pano limpo e macio, isento de impurezas, seco ou levemente umedecido com água e sabão neutro, bem torcido até que não saiam gotas de água. Não devem ser utilizados abrasivos como palha de aço e objetos cortantes. Para remoção de manchas, utilizar pano levemente umedecido com solução de álcool e água em partes iguais", ensina Laerte Rossi.
Em termos de valores, o MDF pode custar 30% a mais que o MDP, porém é mais resistente.
Móveis Infinity Home produzidos 100% em MDF: com melhores atributos mecânicos e de acabamento, MDF é opção de marcas que primam pelo design e qualidade.


Vidro:
Substância amorfa, líquida com temperatura de transição vítrea. No dia a dia refere-se a um material transparente, cerâmico, muitas vezes obtido através do resfriamento de uma massa líquida à base de sílica.



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A Evolução dos Materiais.
Da Pré-história ao Início da Era Moderna
Desde que surgiu na Terra, a movimentação do Homem e os aglomerados humanos tinham como origem suas necessidades e disponibilidades dos locais em atendê-las. A necessidade essencial, comum a todos os selvagens, era a alimentação, e ela provinha basicamente da proteína animal, ou seja, o Homem primitivo (homídeos) era um caçador. Como caça não se faz apenas com as mãos, os homídeos tiveram que construir instrumentos para conseguir caçar e ter seus alimentos.
Embora de perfil majoritariamente nômades, ao descobrirem um território fértil tanto em caça como em matérias-primas para a produção de artefatos domésticos e de caça, os homídeos tinham que demarcar e defender o território correspondente contra os avanços de tribos semelhantes. A partir daí surge a necessidade de desenvolvimento de artefatos bélicos, os quais representariam a força de uma tribo à medida em que fossem mais contundentes e fabricados de maneira mais fácil e em maior quantidade.
Manutenção de vastos territórios e o cr

escimento populacional estavam diretamente relacionados com as disponibilidades (alimento e matérias-primas) da área sob domínio e da capacidade do grupo dominante em explorá-la e defendê-la a contento. Quando uma dessas premissas não era atingida, as tribos, por seu próprio comportamento nômade, partiam em buscas de outras paragens.
A busca incessante por alimentação e/ou matérias-primas e/ou a dispersão causada pelas lutas territoriais fizeram com que os homídeos se deslocassem por áreas muitas vezes inóspitas ou o próprio ambiente assim se mostrava quando das glaciações, e os primitivos tiveram que cobrir seus corpos cada vez mais desprovidos de pelos. Os animais agora não serviam apenas como fonte de alimentos, mas de vestimentas (feitas com suas peles) e de instrumentos mais elaborados (feitos com seus ossos e chifres). Mesmo naquela época, a caça não era tão farta assim, de forma que os homídeos tiveram que domesticar e criar esses animais. Tornaram-se, então, cada vez menos nômades e assumiram uma postura sedentária, para os padrões de então, ao desenvolverem a agricultura e a criação de animais. Essa nova postura não só criou a necessidade de desenvolvimento de um outro tipo de ferramentas como também o estabelecimento de outro tipo de moradia: os homídeos abandonaram as cavernas e passaram a construir suas primeiras habitações. Ainda durante seus deslocamentos e tendo em vista as novas necessidades, os homídeos travaram contato com rochas mais duras e cujas lascas produziam artefatos mais resistentes e contundentes. Algumas delas, por ocasião
das fogueiras para aquecimento corporal ou transformação de alimentos apresentaram comportamento até então desconhecido: o amolecimento (a fusão) e posterior endurecimento (solidificação); outras, por outro lado, menos consistentes originavam pós que assumiam consistência quando molhados, assim como determinados depósitos de solo de regiões alagadas ou que antes faziam parte de pequenos lagos que secaram. Desse ponto em diante, os homídeos, alguns já pertencentes à mesma espécie do Homem moderno, tomaram conhecimento de novas e mais versáteis matérias-primas.
Para cada nova mudança de comportamento correspondiam o domínio e o uso de uma nova matéria-prima e aqueles mais eficientes nesse aspecto preponderavam sobre os outros, principalmente, porque, desde sempre, as matérias-primas novas se destinavam em primeiro lugar para fins bélicos e só depois assumiam um aspecto doméstico ou caseiro. Assim como hoje, preponderava quem detinha o conhecimento e reservas do que se configurava como estratégico, e, assim como os alimentos, os materiais sempre acompanharam o Homem ao longo de sua história evolutiva: quanto mais avançada a civilização, mais estratégicos os materiais à sua disposição e mais elaborados e eficientes os artefatos e equipamentos produzidos.
As Eras da Humanidade e os Materiais:
A relação estreita entre Homem e materiais se configurou tão significativa e importante, como ainda se configura, que eras diferentes da humanidade receberam o nome do material mais importante em cada uma delas desde a Idade da Pedra à Era dos Metais, passando pelas eras batizadas com o nome da civilização dominante num dado período (períodos helênicos, romanos, bizantinos e islâmicos), pela Era Moderna e chegando-se hoje ao que se tem convencionado chamar de Era do Silício [1].
A datação de cada era é feita com base em achados arqueológicos e no material que preponderava nesses achados e nos sítios arqueológicos onde foram encontrados. Sendo a Arqueologia a ciência dos achados e a datação feita a partir de análises cujos resultados não são muito precisos, o estabelecimento do início e da duração cada era são sempre motivos de controvérsias, de forma que, dependendo da fonte consultada, pode haver variações às vezes significativas na distribuição cronológica de cada era.
As primeiras tentativas de estabelecimento dos períodos compreendidos por essas eras, levando-se em consideração achados e análises superficiais, levaram ao estabelecimento da seqüência mostrada na Figura 1.
Figura 1. Primeira tentativa de se estabelecer uma seqüência de eras baseadas nos materiais.

Análises posteriores mostraram que aquilo que era considerado feito de bronze, na verdade, era feito de um metal que continha cobre (Cu) associado com impurezas como arsênio (As). Dessa forma, uma nova distribuição cronológica foi feita assumindo a configuração mostrada na Figura 2.












Dadas às configurações culturais e tecnológicas particulares de vários aglomerados de homídeos, em várias partes da terra no mesmo período histórico, várias das eras foram divididas em duas ou mais eras secundárias. Como exemplo tem-se as Eras do Bronze Inicial, Média e Final, de forma que uma classificação mais precisa fica restrita a estudos e escritos arqueológicos o que foge ao escopo deste texto.


Idade da Pedra
Conceitualmente, a Idade da Pedra é considerada como sendo o período que compreende a aparição dos primeiros utensílios produzidos pelo Homem (700.000/600.000 A.C.) e o início da Era dos Metais. Esse período muito longo, que representa 98% do tempo da existência do Homem na terra, para fins de uma melhor compreensão, é divido em dois períodos principais: Paleolítico ou da Pedra Lascada e Neolítico ou da Pedra Polida. O próprio período Paleolítico é subdividido em três partes, cada parte correspondendo a um avanço tecnológico no trabalho com a pedra. No período inicial, os achados em sítios da África, China e sudeste asiático mostram que foram os Australoptecus os primeiros a desenvolverem a primitiva técnica de manejo das pedras, seguidos pelo Homo erectus que desenvolveu as técnicas do entalhe para a produção de machados. Esses machados eram obtidos a partir do choque de uma pedra sobre a outra com o objetivo de produzir
superfícies amoladas. Essa técnica posteriormente foi aperfeiçoada pelo uso de madeira e ossos de animais como instrumentos de entalhe de pedra em lugar da própria pedra.
Ainda no Paleolítico, no seu período médio, homídeos já pertencentes à mesma espécie do homem moderno, Homo sapiens, como o Homem de Neandertal e o Cro-Magnon, desenvolveram a técnica de entalhe de pedra. Isso tornou possível a produção de artefatos mais elaborados como instrumentos para raspar, pontas e lâminas cortantes a partir de pequenas lascas de pedra (ver Figura 3a) e de facas feitas de lascas de sílex (ver Figura 3b). Além de funções bélicas, esses novos instrumentos tinham como função a caça de animais e a separação de carnes para alimentação e de pele e ossos para a produção de artefatos domésticos e vestimentas agora necessárias devido à quarta glaciação da terra que baixou em muito a temperatura ambiente.
Data dessa época o aparecimento de artefatos como agulhas, buris, pás e enxadas, reforçando a teoria da necessidade de vestimentas assim como de moradias além das cavernas utilizadas até então. As pedras passaram a ser fontes de matérias-primas para omobiliário e outras peças que representavam status superior ou imitavam formas humanas (ver Figura 4).

Vime

Vime (do latim vimen) é um material utilizado desde tempos primitivos, originalmente oriundo de varas moles e flexíveis do vimeiro e que passou a designar qualquer matéria-prima de origem vegetal com tais características e que, trançado, possui diversos usos, principalmente na manufatura de cestos e móveis.

 

MATERIAIS METÁLICOS
METAIS FERROSOS

Ferro
Não é encontrado puro na natureza. Encontra-se geralmente combinado com outros elementos formando rochas as quais dá-se o nome de MINÉRIO.
Minério de ferro
Retirado do subsolo, porém muitas vezes é encontrado exposto formando verdadeiras montanhas.
Principais minérios: Hematita e Magnetita.
Para retirar as impurezas, o minério é lavado, partido em pedaços menores e em seguida levados para a usina siderúrgica.
Obtenção do ferro gusa
Na usina, o minério é derretido num forno denominado ALTO FORNO.
No alto forno, já bastante aquecido, o minério é depositado em camadas sucessivas, intercaladas com carvão coque (combustível) e calcário (fundente)
Estando o alto forno carregado, por meio de dispositivo especial injeta-se ar em seu interior. O ar ajuda a queima do carvão coque, que ao atingir 1200ºC derrete o minério.
 
Obtenção do ferro gusa
O ferro ao derreter-se deposita-se no fundo do alto forno. A este ferro dá-se o nome de ferro-gusa ou simplesmente gusa.
As impurezas ou escórias por serem mais leves, flutuam sobre o ferro gusa derretido.
Através de duas aberturas especiais, em alturas diferentes são retiradas, primeiro a escória e em seguida o ferro-gusa que é despejado em panelas chamadas CADINHOS
O ferro-gusa derretido é levado no cadinho e despejado em formas denominadas lingoteiras.
Uma vez resfriado, o ferro-gusa é retirado da lingoteira recebendo o nome de LINGOTE DE FERRO GUSA.
A seguir são armazenados para receberem novos tratamentos, pois este tipo de ferro, nesta forma, é usado apenas na confecção de peças que não passarão por processos de usinagem.
Ferro fundido
Liga de ferro - carbono que contém de 2 a 4,5% de carbono. O ferro fundido é obtido diminuindo-se a porcentagem de carbono do ferro gusa. É portanto um ferro de segunda fusão.
A fusão de ferro gusa, para a obtenção do ferro fundido, é feita em fornos apropriados sendo o mais comum o forno “CUBILÔ”.
O ferro fundido tem na sua composição maior porcentagem de ferro, pequena porcentagem de carbono, silício, manganês, enxofre e fósforo.

Aço
Um dos mais importantes materiais metálicos usados na indústria mecânica. É usado na fabricação de peças em geral.
Obtém-se o aço abaixando-se a porcentagem de carbono do ferro gusa.
A porcentagem de carbono no aço varia entre 0,05% a 1,7%.

Principais características do aço:
Pode ser trabalhado com ferramenta de corte;
Pode ser curvado;
Pode ser dobrado;
Pode ser forjado;
Pode ser soldado;
Pode ser laminado;
Pode ser estirado (trefilado);
Possui grande resistência à tração;

 Aço ao carbono
São os que contém além do ferro, pequenas porcentagens de carbono, manganês, silício, enxofre e fósforo.
Os elementos mais importantes do aço ao carbono são o ferro e o carbono. O manganês e silício melhoram a qualidade do aço, enquanto que o enxofre e o fósforo são elementos prejudiciais.
Ferro - É o elemento básico da liga.
Carbono - Depois do ferro é o elemento mais importante do aço.
A quantidade de carbono define a resistência do aço.
Formas comerciais do aço
Para os diferentes usos industriais, o aço é encontrado no comércio na forma de vergalhões, perfilados, chapas, tubos e fios.

Vergalhões - são barras laminadas em diversos perfis, sem tratamento posterior à laminação.
 





Perfilados - São vergalhões laminados em perfis especiais tais como: L (cantoneira), U, T, I (duplo T), Z.


—Chapas - São laminados planos, encontradas no comércio nos seguintes tipos:
—Chapas pretas - sem acabamento após a laminação, sendo muito utilizadas nas indústrias.
—Chapas galvanizadas - recebem após a laminação uma fina camada de zinco. São usadas em locais sujeitos a umidade, tais como calhas e condutores etc.
—Chapas estanhadas - também conhecidas como Folhas de Flandres ou latas. São revestidas com uma fina camada de estanho. São usadas principalmente na fabricação de latas de conservas devido sua resistência à umidade e corrosão.


Metais
Ferrosos e não ferrosos
Metais Ferrosos

Ferro fundido – teor de carbono igual ou superior a 2%;

Aço – teor de carbono inferior a 2%

Aço de construção –teor de carbono entre 0,2 e 0,5%

As propriedades de um aço dependem fortemente do valor do teor de carbono, mas também da presença eventual de outros elementos de liga, tais como o silício, o cobre, o manganésio, o níquel e o vanádio. Pode ainda haver impurezas: fósforo, enxofre, etc.

Aço ou Ferro Fundido?

Aços são produtos siderúrgicos (liga Fe-C) com teor de carbono até 2% e ferro
fundido acima desse valor.

Magnetite

Magnetite - Fe3O4

Exploração

O ferro é explorado em grandes minas, normalmente a céu aberto, os minérios extraídos são, geralmente, Magnetite, Hematite e Limonite.

Extração
O principio químico da extração do ferro dos seu minérios émuito simples e realiza-se em fornos especiais designado de altos –fornos. Como fonte de calor emprega-se o coque (combustível derivado do carvão betuminoso).

O que é um alto forno e como funciona?
O alto-forno é composto por uma grande cavidade formada por dois troncos de cone encostados pelas suas bases maiores. A abertura superior é por onde se introduz o coque, o minério e os fundentes em camadas alternadas. O ventre parte mais larga do forno e é onde se produzem as temperaturas máximas.
O ventilador é a parte do tronco de cone inferior que está mais próxima da ventilação. O cadinho é a parte inferior deste mesmo cone, por onde chega o ar que penetra no interior do forno.

A abertura de saídaestána base do troncode cone onde se reúnem os produtos da fusão minerale onde flutuam as escóriassobre a fundição líquida.
Distinguem-se três zonas principais de temperatura no forno: zona de fusão, zona de carburação e zona de secagem. A zona de fusãoéo cadinho, que éonde se funde o mineral . A zona de carburação, éonde o ferro, a uma temperatura de 1100ºC, absorve o carbono, obtendo-se assim os primeiros produtos de fundição. A zona de secageméonde os gases das zonas anteriores se acumulam ao arrefecer, ocupando menos espaço.

A gusa obtida nos altos fornos passa aos convertidores, nos quais se oxidam as diversas impurezas, seguindo um ciclo fixo na sua eliminação: formando-se escórias ou separando-se sob forma gasosa. O engenheiro Francês, Martin(1865) conseguiu fundir aço, por fusão conjunta de ferro fundido e de sucata (desperdício de ferro macio). Deste modo elimina-se, em grande parte, o carbono que a fundição contém.

No alto forno o minério de ferro é portanto reduzido a ferro metálico, a ganga e as cinzas dos carvões são transformadas em escórias, o ferro absorve metais, metaloides e não metais que lhe modificam profundamente as propriedades.
Ao ferro que sai do alto forno chama-se gusa ou lingote, não é ainda aplicável como material de construção. A gusa pode conter 90 a 95%de ferro (regulando a temperatura e as características da escória pode exercer-se um certo controlo sobre as impurezas), 2 a 4 % de carbono (esta percentagem varia com a quantidade de outras impurezas, por exemplo o silício faz diminuir a quantidade de carbono, enquanto o magnésio a faz aumentar).

As principais impurezas que a gusa contém são o silício, enxofre, fósforo e manganês.
O carbono dá ao ferro tanta mais dureza quanto maior for o seu teor, por outro lado, baixa-lhe o ponto de fusão e a maleabilidade. Aumenta também a sua tenacidade e a sua aptidão para a tempera, mas torna-o menos soldável.
O enxofre (2 a 3%) éuma das impurezas mais prejudiciais, reduz-lhe a resistência, a forjabilidadee torna-o menos soldável. Sob a forma de sulfureto de ferro é absorvido pela gusa, como sulfureto de cálcio é absorvido pela escória.

 O fósforo torna o ferro quebradiço, diminui a sua tenacidade e aumenta a fluidez. É facilmente reduzido à sua forma elementar e absorvido pelo ferro, o seu teor não pode ser regulado nas condições redutoras do alto forno e aparece totalmente na gusa ( 2 a 3%, normalmente inferior a 1%).

O manganês aumenta a dureza e a resistência, mas dificulta a maleabilidade. Favorece a separação do enxofre da massa fluida.

O silício (0.75-3.5%) endurece a fundição, torna o ferro mais macio e compacto, diminui a maleabilidade e a forjabilidade.

Para tornar a gusa em material de construção, necessitá-se purificá-la, o que se consegue pela oxidação da gusa em fusão, fazendo-a atravessar por ar ou oxigênio que oxida todos os elementos existentes na gusa. Operação esta, que ocorre nos convertidores.
 A seguir énecessário proceder àdesoxidação. De acordo com o modo de desoxidação obtêm-se diversos tipos de aço:
Aços efervescentes –fraca desoxidação com manganésio, são aços facilmente soldáveis, mas as suas características mecânicas não são muito elevadas e são muito irregulares;
Aços semi-acalmados –desoxidação com manganésio com junção de silício e alumínio. São mais resistentes que os anteriores. Utilizam-se nos perfis e chapas;
Aços acalmados –os diversos elementos de desoxidação (Mn, Si, Al, Ti, No, Va) são doseados de modo a se obter um grão fino.possuemexcelentes propriedades mecânicas.
Ferrite
Máximo de carbono na liga igual a 0.02% a uma temperatura de 723°C
Baixas dureza e resistência atração (300MPa, valor estimado)
Características magnéticas

Cementite
F3C
máximo teor de carbono 6,67%
elevadas resistência (2000MPa , valor estimado)e dureza
Baixa ductilidade

Austenite
􀂄não-magnética
􀂄boa resistência
􀂄existente acima da temperatura critica de 723°C
􀂄estrutura cúbica de faces centradas
􀂄percentagem de carbono variável entre 0.8% a 723°C e 2.08% a 1148ºC

Perlite
􀂄estrutura tetragonalde corpo centrado
􀂄propriedades intermédias entre a ferritee a cementite(700MPa , valor estimado)
􀂄a perlitedesenvolve-se no arrefecimento lento do aço
􀂄presente nos açosrecozidos (aquecimento acima da zona crítica e arrefecimento lento)

 Tratamento 
Saído do forno, qualquer que seja o tipo, o metal élevado por caçambas transportadoras sendo distribuído em moldes de blocos prismáticos – lingotes. Como ainda existe muita atividade na massa os lingotes apresentam muitos defeitos: segregação, fendas, bolhas, etc. Se o metal fosse levado diretamente, esses defeitos iriam aparecer nas peças fabricadas. Os lingotes serão utilizados para o fabrico das peças desejadas: fios, barras, chapas ou blocos.
Para fios, barras e chapas são utilizados os processos de extrusão, laminagem e trefilamento.

PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS METAIS

Definem o comportamento do material quando sujeitos à esforços mecânicos, pois estas estão relacionadas à capacidade do material de resistir ou transmitir estes esforços aplicados sem romper e sem se deformar de forma incontrolável.
Principais propriedades mecânicas
  • Resistência à tração
  • Elasticidade
  • Ductilidade
  • Fluência
  • Fadiga
  • Dureza 
  • Tenacidade

Cada uma dessas propriedades está associada à habilidade do material de resistir às forças mecânicas e/ou de transmiti-las




A Madeira


Os primatas, nossos antecessores utilizavam-se das árvores como moradia. Estas os abrigavam o suficiente, porém as grutas ou as moradas construídas (tocas, cabanas,...) se tornaram mais eficientes para os moradores. Nestes tempos a madeira já era utilizada como material de construção. Pilares e vigas foram descobertos na pré-história em várias civilizações, antes do fogo.
   Não podemos falar do uso da madeira sem especificar cada civilização. Cada clima, terreno, cataclismos que determinavam um método diferente no uso da madeira. O ser humano viu neste elemento uma fonte de intermináveis aptidões. A madeira flutua, portanto os primeiros barcos surgiram dela e se aprimoraram com o tempo. É fácil de trabalhar, logo utensílios domésticos, ou de trabalho, móveis, e esculturas, ... Cada local com os seus tipos de árvores, adaptou suas necessidades ao que lhe era disponível. A madeira era utilizada pura ou combinada com outros elementos como o barro, a palha, a pedra, o ferro,...
   Algumas civilizações onde o uso da madeira na arquitetura se destacou de formas diferentes: O Extremo Oriente, com uma arquitetura leve e que é feita para suportar os terremotos freqüentes, portanto é feita de encaixes frágeis mas resistentes. Já a arquitetura Norueguesa é caracterizada pela largura das paredes capazes de isolar o frio, uma macividade na construção, bem diferente da Oriental, porém muito interessante o diferente tipo de uso.

Extremo Oriente
   As civilizações orientais levam consigo a fama de “mistério”, do “desconhecido”, de crenças fortes, uma cultura rica que permanece praticamente intacta. Em alguns lugares podemos ter a impressão que globalização não existiria nunca nestes locais. Pois a cultura enraizada é muito forte. Por isso a História da Arquitetura Oriental ainda é pouco conhecida. Os cataclismos ajudaram muito a ocultar o passado, e dificultar a datação das obras (pois depois de incêndios, ou terremotos,...), com todos os cataclismos que as cidades tiveram (e têm) que passar, e ainda que mesmo destruído os orientais possuem o dom de reaproveitar (os elementos se mantêm, e por isso fica difícil datar alguma coisa). A madeira exposta à variação climática pode não se perpetuar, porém temos alguns exemplos de construções japonesas que datam de 670 e 714. Nessa arquitetura o que é mais valorizado é o térreo (símbolo da terra), e o telhado (símbolo do céu). Dos países orientais o que mais se destaca é o Japão no extremo oriente. Pelo fato de ser isolado pelo mar e pelo oceano, este complexo de ilhas tornou-se impenetrável, logo conservou-se por muito mais tempo. Tendo como arquitetura inicial a chinesa e a coreana, manteve-se fiel (enquanto que os outros não).

Civilizações Européias
   Uma arquitetura marcante em madeira, é a Norueguesa, onde há muitas florestas, e o clima é frio. Os habitantes dali utilizavam a madeira como principal elemento construtivo devido ao seu caráter de isolante térmico. Além das casas os Vikings (civilizações anteriores da mesma região) utilizavam a madeira na construção de seus barcos: Drakkars. O estilo mais utilizado nas casas Norueguesas é o “laft”, onde as paredes são erguidas com troncos empilhados horizontais de madeira. O isolamento total era obtido com ripas coloridas entre os troncos, ou uma pasta elaborada (nas casas mais pobres). A casa permanecia inabitada por um ano aproximadamente para que os troncos se assentassem uns nos outros, o que fazia com que as casas perdessem alguns centímetros de altura. As esquadrias são colocadas depois.

História da Madeira no Brasil
  Antes da chegada dos colonizadores portugueses as terras Brasileiras estavam totalmente cobertas por florestas e matas (praticamente virgens). Os únicos homens que habitavam esta área eram os Índios. Estes usufruíam do espaço de uma forma muito diferente da Européia. A derrubada de árvores, por exemplo se dava em escala muito pequena, e em áreas pequenas. Apenas o espaço suficiente para montar uma aldeia e cultivar a terra. A madeira extraída era utilizada nas edificações e nas fabricações dos meios de transportes. A enorme variedade de espécies “arbóreas” permitia inúmeros usos: tinta, canoas, vigas, pilares, armas de caça, instrumentos musicais, instrumentos de trabalho,... Com a chegada dos Portugueses a extração da madeira se tornou uma atividade econômica altamente rentável (já que no início a colônia não descobriu as riquezas minerais do Brasil) - a madeira se tornou o principal produto de exportação). Além do valor econômico da madeira a nova população utilizava-se dela para elevar suas cidades e construir seus meios de transportes. A arquitetura inicial era basicamente feita com madeira, utilizando as técnicas indígenas locais. Como os índios (muitos deles ) foram escravizados, pode-se compreender o porque de tanta miscigenação arquitetônica no período colonial. Pois as formas eram praticamente européias, porém as técnicas construtivas em madeira, e o vasto conhecimento das possibilidades desta, era indígena. A colônia inseriu seus utensílios de trabalho, suas crenças, seus formatos de cidades, mas manteve o material e as técnicas locais. Os carros de boi, carroças, barcos maiores, casas maiores,... utensílios domésticos ferramentas e armas eram elaborados de acordo com os europeus. Com o tempo, a extração da madeira além de servir como produto de exportação servia como matéria prima para a produção de energia. O que fez com que a devastação fosse bem mais acentuada. A madeira deixou por um bom tempo de ser utilizada nas construções para ser queimada nas embarcações que passavam pelo litoral brasileiro. Na arquitetura ficou rebaixada à estrutura, e as casas tendo o adobe e a taipa, como revestimento. Como pôde-se ver a madeira esteve sempre muito relacionada com a colonização tanto que o nome do país se deu por causa da madeira que produzia os pigmentos vermelhos exportados para o mundo, o Pau-Brasil.

História da Arquitetura em madeira em Santa Catarina
   A ocupação no território Catarinense, foi muito diferente do Rio de Janeiro e Nordeste. A colônia se firmou mais nestes locais e deixou o resto do território entregue a pequenos grupos de colonizadores. Por isso houve uma atividade agrícola reduzida, e um papel de defesa de território ao invés de ocupação (como no caso das outras áreas citadas). Com isso a mata foi mais preservada. Apenas no séc. XIX é que a agropecuária se estende e desmata o estado, e com ele as matas de Araucária. A chegada das colônias alemãs, Italianas, Suíças, Austríacas também modificou o território e a arquitetura. “As primeiras construções vão ser feitas com a madeira do desamamento, através de uma arquitetura provisória, com cobertura a vegetal, para durar quatro ou cinco meses. Passada esta etapa, onde não se poderia perder muito tempo construindo a casa em função da necessidade de limpar a terra e plantar alimentos, começava-se a construção de uma segunda casa, enquanto esperavam a colheita. Essa segunda casa ainda era provisória, mas o trabalho de madeira já era mais apurado. Havia então uma arquitetura em madeira feita com peças falquejadas e tábuas rachadas, e uma arquitetura em madeira também, mas já misturada com taipa de mão, às vezes adobe, já definindo uma estrutura e uma tipologia construtiva que, de certa forma, vai ser largamente aplicada na casa definitiva, ainda na primeira geração de imigrantes.” (Revista de Arquitetura, SINTESE, pg. 22) Alguns colonizadores eram os “Vendeiros” que possuíam capital, carro de boi, ferramentas,... também aumentaram seu capital consideravelmente ao vender madeiras extraídas nas devastações feitas pelos colonizadores. Extração para limpeza dos terrenos de plantio, implantação de estradas de ligação (planalto e litoral).
Muitos vendeiros enriqueceram com esta função, e com isso surgem outras formas de comércio - o madeireiro que em seguida se tornou um dos principais em Santa Catarina. A madeira passou a ser extraída para fins elétricos, construtivos, industriais em geral. A madeira tem então um papel importante na economia da região. No início do séc. XX até meados de 50 “Santa Catarina vai viver o auge dessa economia centrada na madeira, tendo-se a partir de então, um processo acelerado de esgotamento de nossas reservas.” (Revista de Arquitetura, SÍNTESE, pg. 25) Na arquitetura podemos ver os diferentes métodos de utilização da madeira conforme cada região, e colonização. No litoral catarinense tem-se uma técnica construtiva vinda dos açorianos. Esta se baseia principalmente no uso da taipa e do tijolo. E a madeira fica apenas como esquadria, estrutura, assoalho, forros,... No planalto dependendo da origem da colônia, a madeira era trabalhada de diversas formas. O alemão opta por uma arquitetura onde a madeira aparece como estrutura aparente através do enxaimel. Geralmente é utilizado uma estrutura de madeira preenchida (por dentro) com tijolo cozido ou adobe. A arquitetura das colônias italianas, mantêm as características trazidas de seu país de seu país de origem. Com pedra e tijolo, a madeira serve mais como um elemento estrutrual de cobertura e para vãos.

ORIGEM / COMPOSIÇÃO
Florestas – árvores
Composição (células)
50% celulose
sustentação das paredes celulares
25% lignina 
aglomerante que liga as células entre si
25% hemicelulose
   
ESTRUTURA DA ÁRVORE
Casca
Casca externa (cortex / ritidoma) - proteção
Casca interna (líber / floema) – condução de seiva elaborada
Câmbio (tecido meristemático) 
Geração de novos tecidos celulares - crescimento
Lenho (xilema)
Alburno (tecido vivo) – condução da seiva bruta
Cerne (tecido morto) – madeira
Anéis de crescimento 
Medula
Armazenagem de substâncias nutritivas
Raios medulares



ANÉIS DE CRESCIMENTO

 Número de anéis = idade da árvore
Lenho inicial (primaveril)
vasos dilatados, cor mais clara, poucas fibras
Lenho tardio (outonal)
Vasos estreitos, cor mais escura, fibras numerosas
 



 CARACTERÍSTICAS / PROPRIEDADES


-Cor
Cheiro
Gosto
Grã
direita
irregular
Textura
Brilho
Desenho 
Dureza
Massa específica 
Umidade 
Retratilidade 
Condutibilidade 
   –térmica 
   –elétrica 
Durabilidade 
Resistência mecânica
 
CLASSIFICAÇÃO / TIPOS
 
•Madeira Serrada
–Nativas
–Reflorestadas
Pinus ssp
Eucalyptus ssp
•Painéis de Madeira Reconstituída
–Fibras
•Madeira de fibra “Eucatex”
•MDF – medium density fiberboard
–Partículas
•Aglomerado
•OSB – oriented strand board
–Lâminas
•Compensado
 CLASSIFICAÇÃO DO PINUS segundo ABPMEX


•QUALIDADE SUPER  


Permite nós firmes, esmoados,fendilhamento, arqueamento;  


Não permite nós (soltos, vazados, cariados, gravata), furos de insetos inativos, rachas, manchas, bolsa de resina e medula.

 







 •QUALIDADE EXTRA:

 –Permite furos de insetos inativos, manchas, rachas, bolsa de resina, medula;
–Não permite nós (soltos, vazados, cariados, gravata).




•PRIMEIRA CLASSE
–Não permite mais do que sete defeitos.  



























•SEGUNDA CLASSE
–Permite nós soltos, vazado, cariados;
–Quantidade de defeitos sem restrições. 









•TERCEIRA CLASSE


–Permite todos defeitos que ultrapassem o limite da 3ª classe;

–Não permite podridão avançada, furos de insetos ativos. 

 
MADEIRA TRANSFORMADA

•Alteração da estrutura fibrosa orientada do material;


•Corrigir suas características negativas;

•Aproveitamento de material de qualidade inferior.


VANTAGENS 

Homogeneidade e isotropia;
• Tratamento de preservação e ignifugação;
• Melhoria:
–retratilidade, massa específica, resistência ao cisalhamento e ao fendilhamento;
•Chapas de grandes dimensões;
• Aproveitamento integral do material lenhoso;
• Estabilidade dimensional e higroscopiscidade

 AGLOMERADO:
 •Mundo – 1950 / Brasil – 1966
•Madeira composta de partículas, prensadas  à quente com resina uréia –formaldeído
•Espessura – 8 a 30 mm
•Dimensão – 1830x2200 a 2200x4400 mm
•Processo produtivo – obtenção de partículas, secagem, classificação de partículas, aplicação de adesivo, formação de colchão, pré-prensagem, prensagem à quente, resfriamento, acabamento, classificação, armazenagem.
 
 





 









COMPENSADO


 






•Mundo – 1913 / Brasil – 1940
•Uso Interno – resina uréria-formaldeído
•Uso Externo – resina fenol-formaldeído
•Dimensão – 1220x2440 e 1600x2200 mm
•Processo produtivo – junção de lâminas, aplicação do adesivo, , montagem do compensado, pré-prensagem (frio), prensagem à quente, acabamento, classificação e armazenamento.















SARRAFEADO

Painel composto com miolo de sarrafos e capas de lâminas de madeira

 
















LAMINADO

Painel composto de lâminas de madeira sobrepostas a 90º, em número ímpar

































M.D.F: medium density fiberboard

•Mundo – 1970 / Brasil – 1998  
•Painel composto de fibras de madeira, aglutinadas com resina uréia –formaldeído
•Espessura – 2,5 a 35 mm
•Dimensão – 1220x2440 a 1830x2750 mm
•Processo produtivo – desfibramento, aplicação de adesivo, secagem, formação de colchão, pré-prensagem e prensagem à quente, resfriamento, acabamento, classificação, armazenagem.



 












O.S.B.: oriented strand board

•Mundo – 1975 / Brasil – 2002
•Painel composto de partículas longas e retangulares orientadas e coladas por resina fenol-formaldeído
•Espessura – 6 a 38 mm
•Dimensão – 1220x2440 a 3600x7320 mm
•Processo produtivo – obtenção de partículas, secagem, classificação de partículas, aplicação de adesivo, formação de colchão, pré-prensagem, prensagem à quente, resfriamento, acabamento, classificação, armazenagem.

 



























 CHAPA DE FIBRA:

•Mundo – 1930 / Brasil – 1955
•Painéis de fibras lignocelulósicas, produzido pelo entrelaçamento de fibras, usando como adesivo a lignina da madeira.
•Espessura – 3 mm
•Dimensão – 1220x2750 a 1830x3050 mm
•Processo produtivo úmido– desfibramento, adição de água, refinamento, aplicação de aditivos, formação de colchão, prensagem, acabamento, classificação, armazenagem. (semelhante ao papel) Processo produtivo seco – semelhante ao M.D.F

 

PROCESSOS DE FABRICAÇÃO / USINAGEM
•Abate
•Descascamento
–Manual
–Mecanizado
•Desdobro
–Paralelo
–Radial
–Por quadrante
•Produção de partículas
•Laminação
–Torneamento
–Fatiamento
•Beneficiamento
–Serramento
–Fresamento
–Torneamento
–Furação
–Lixamento


Encaixes e junções


JUNÇÃO SOBREPOSTA
























CAVILHA
MALHETE RETO



RABO DE ANDORINHA



MACHO E FÊMEA


TALISCA






JUNÇÃO




FINGER JOINT






ANGELIM-PEDRA (Hymenolobium
 

CARACTERÍSTICAS: cerne marrom-amarelado claro, diferente do alburno marrom-claro. Tem um acentuado aspecto fibroso na figura tangencial, devido à proeminência do parênquima axial, fibras e linhas vasculares, granulação ondulada, textura áspera, sem brilho e sem odor característico.

ALGUMAS APLICAÇÕES: fácil para trabalhar, construção civil, os móveis têm um bom acabamento e são muito duráveis.

DENSIDADE: madeira de densidade média, com 13% de umidade tem 785kg/ m3, verde tem 1.210 kg/ m3 , seca muito rapidamente.


CEDRO (Cedrela Odorata)

CARACTERÍSTICAS: cerne cor-de-rosa escuro, alburno cor-de-rosa claro, gosto amargo, odor aromático, granulação ondulada, sem brilho ou brilho moderado.

ALGUMAS APLICAÇÕES: móveis, compensados, caixilhos, construção naval, trilhos para janelas, muito fácil para trabalhar com jato de areia, broca e plaina.

DENSIDADE: madeira de densidade média, com 13% de umidade tem 485kg/m 3, verde tem 635 kg/m3, fácil de secar, seca rapidamente ao forno ou ao ar livre.


CEREJEIRA (Amburana Caerensis)

CARACTERÍSTICAS: odor aromático e gosto amargo, granulação encadeada, textura média, brilho moderado, cerne e alburno marrom-amarelados claros.

ALGUMAS APLICAÇÕES: móveis, cadeiras, artigos para decoração, armários, portas e outros.

DENSIDADE: madeira de densidade média, com 13% de umidade tem 610kg/m3 verde tem 895 kg/m3 , seca rapidamente ao forno e muito devagar ao ar livre.


CUMARU (Dipteryx Odorata)

CARACTERÍSTICAS: sem odor ou gosto característicos, cerne marrom amarelado, alburno marrom.

ALGUMAS APLICAÇÕES: construção de interiores e exteriores, material para assoalho, resistente a fungos, carunchos marinhos, construção naval, tornearia.

DENSIDADE: madeira densa, com 13% de umidade tem 1.070 kg/ m3, verde tem 1.300 kg/m3, seca muito devagar ao ar livre e um pouco mais ligeiro ao forno.


CURUPIXÁ (Micropholis Venulosa)

CARACTERÍSTICAS: sem odor ou gosto característicos, granulação ondulada, cerne marrom-claro, alburno marrom-claro.

ALGUMAS APLICAÇÕES: móveis, compensados, construção civil, fácil para trabalhar, tornear, tem um bom acabamento.

DENSIDADE: madeira de densidade média, com 13% de umidade tem 805kg/ m3, verde tem 1.235 kg/ m3, seca muito rapidamente ao forno ou ao ar livre.


GOIABÃO (Pouteria Pachycarpa)